Pedras Sintéticas e Imitações

Pedras sintéticas são as que não se formaram por processos naturais, ou seja, foram sintetizadas pelo homem. Elas são fabricadas obedecendo a mesma composição química e estrutura interna dos cristais naturais, obtendo as mesmas propriedades físicas e ópticas destes cristais. No entanto, algumas diferenças como impureza e presença de bolhas nestes cristais são notadas. As imitações são aquelas fabricadas para se parecerem com as gemas naturais, não possuindo, no entanto, nenhuma propriedade semelhante a estas. A pedra reconstituída é formada por fundição ou sintetização de pequenos fragmentos de material natural, usados como “semente”.

As primeiras tentativas de se sintetizar gemas foram causadas, possivelmente, pela escassez de lápis-lazuli no Egito, aproximadamente no ano 4000 a. C., quando se tentou transformar esteatito, por aquecimento, em lápis-lazuli.
Em 1837, Marc A. Gondin fundiu sulfato de potássio e alumínio e cromato de potássio, obtendo cristais de rubi pelo processo denominado “fusão de fluxo” (flux fusion). Nesta época, foram desenvolvidos processos de recristalização da esmeralda, processo que usa parte da gema natural (reconstituição).

As tentativas de sintetizar o diamante tomaram rumo certo em 1797, quando Smithson Tennat descobriu que o diamante é constituído só de carbono (C). Em 1995, a General Electric publicou oficialmente a descoberta da síntese do diamante, sendo o 6mm de diâmetro e 1 quilate, não sendo economicamente viável a síntese de diamante com a finalidade de gemas.

Há muitos substitutos do diamante; no entanto, nenhum consegue reunir todas as propriedades dessa gema. O espinélio sintético foi a primeira tentativa, produzido pelo processo “Verneuil”. Sua dispersão é maior e apresenta dureza e índice de refração menor que o do diamante. Quando imerso em iodeto de metileno ou mesmo em água, apresenta relevo muito mais baixo que a gema natural.

O rutilo, óxido de titânio (TiO2) usado como substituto do diamante, principalmente na década de 50, é facilmente reconhecido pela grande dispersão (a maior de todas as gemas), birrefringência e dureza baixa (7 na escala de Mohs). Esse material foi vendido com os nomes de “Titânia”, “Diamante Mágico”, “Titanium”, “Miridis” e outros.

As granadas naturais não são encontradas incolores, devido, principalmente, ao ferro, sempre presente em sua estrutura. A síntese da estrutura da granada, como substituto do diamante é feita observando-se a substituição do silício pelo alumínio e do magnésio pelo ítrio. O YAG (Ytrium Aluminium Garnet), também chamado “Diamonair” tem a fórmula Y3Al6O12 e alguns gemologistas discordam de se enquadrar o YAG no grupo das granadas. A adição de cromo na estrutura produz a cor verde, o manganês torna-o vermelho, o cobalto azul e o titânio amarelo. O YAG tem índice de refração, dureza e dispersão menores que o diamante, além de apresentar peso específico em torno de 4,55.


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